quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A homossexualidade à luz da doutrina espírita

Ao longo de nossa vida, somos educados a nos comportar e gostar apenas daquilo que corresponda ao nosso sexo de nascimento carnal e devido a nossos vícios de personalidade e a nossa hipocrisia, acabamos desprezando e/ou ridicularizando àqueles que manifestam 'sua' sexulidade de forma diferente da nossa, ou ainda, por convicções religiosas que nos foram passados e que simplesmente aceitamos, sem no entanto, compreende-las verdadeiramente (como se estas pessoas em questão, estivessem excluídas da espiritualidade). Resolvi postar este tópico, porque  o  considero de máxima importância para qualquer um que queira desterrar de vez o preconceito, a hipocrisia e a falsidade de seu mais intimo sentimetnto. No entanto, eu, na qualidade de espírito que apenas engatinha os primeiros passos de uma longa estrada rumo a plenitude da evolução espiritual, não possuo o discernimento necessário para transmitir aos senhores tais elucidações, no entanto, há informações disponívies dotadas de muita clareza e de máxima espiritualidade, por isso, tomei a liberdade de postar aqui, as palavras de Chico Xavier, em resposta à pergunta de uma telespectadora durante a exibição de um programa de televisão, por nome "Pinga Fogo", exibido pela TV Tupí - SP - na data de 28 de julho de 1971:


Dª. Maria Lúcia da Silva Gomes perguntou por Carta:

Como se explica o homossexualismo e a perturbação no comportamento sexual à luz da doutrina espírita?

Chico Xavier assim respondeu:

 “Temos tido alguns entendimentos com tantos amigos e com Emmanuel a este respeito.  O homossexualismo, tanto quanto a bissexualidade ou bisexualismo, como a sexualidade são condições da alma humana, não devem ser interpretados como fenômenos espantosos, como fenômenos atacáveis pelo ridículo da humanidade. Tanto quanto  acontece com a maioria que disputa de uma sexualidade dita ‘normal’,   àqueles que são portadores de sentimentos de uma sexualidade ou bissexualidade, são dignos do nosso maior respeito e acreditamos que o comportamento sexual da humanidade sofrerá de futuro, revisões muito grandes, porque nós vamos catalogar do ponto de vista de ciência todos àqueles que podem cooperar na procriação e todos àqueles que estão numa condição de esterilidade. A criatura humana não é só chamada a fecundidade física, mas também a fecundidade espiritual. Quando geramos filhos através da sexualidade dita ‘normal’, somos chamados também a fecundidade espiritual, transmitindo aos nossos filhos os valores do espírito de que sejamos portadores. Não nos referimos aqui, aos problemas do desequilíbrio, nem aos problemas da chamada viciação nas relações humanas, estamos nos referindo a condições da personalidade humana reencarnada, vamos dizer, muitas vezes portadora de conflitos que dizem respeito seja a sua condição de alma em prova ou a sua condição de criatura em tarefa específica, de modo que o assunto merecerá muito estudo e poderemos voltar a ele em qualquer tempo em que formos convidados. Vamos dizer, com licença, porquê, nós temos um problema em matéria de sexo na humanidade que precisaríamos considerar com bastante segurança e respeito recíproco. Vamos  dizer: se as potências do homem na visão, na audição, nos recursos imensos do cérebro... vamos dizer: nos recursos gustativos, nas mãos, na tactilidade com que as mãos executam trabalhos manuais, nos pés... Se todas estas potências foram dadas ao homem para a educação, para o rendimento do bem, isto é, potências consagradas ao bem e a luz em nome de Deus, seria o sexo, em suas várias manifestações sentenciado às trevas?!"

Por Chico Xavier - SP - 28/07/1971. 

[Agnes] Vou tomar a liberdade de tecer alguns comentários.. Imaginem um rapaz, bonito, bem sucedido, bem socializado, ganancioso, egoista, vaidoso, sem humildade nenhuma, mas que aos olhos das pessoas está sempre educado, sorrindo para todos, etc.. (todos conhecemos, pelo menos um assim, quando não, vários), agora imaginem uma moça, lindissima, estudada, não tão bem sucedida quanto o rapaz, mas ainda mais gananciosa, vaidosa, sem humildade, arrogante, etc... agora imaginem que estes dois se interessem um pelo outro, ele, por ela em virtude de sua beleza incomparável, a fim de que tenha uma bela mulher ao seu lado, satisfazendo assim mais um capricho de sua vaidade, ela, por sua vez se interessa por ele, também por ser bonito, mas em especial por ser rico e bem relacionado socialmente (quantos casais destes nós conhecemos?).

Pois muito bem, agora imaginemos uma outra situação... Dois homens amáveis, humildes, trabalhadores, dotados de alguns defeitos humanos como os descritos, mas que se interessam um pelo outro em virtude de se acreditarem almas gemeas ou por sentirem que possuem uma afinidade muito grande um com o outro, e  que este sentimento seja AMOR. Eles então se unem a fim de constituirem uma família e acabam legalmente adotando uma criança, uma menina (este exemplo é real).


Todos sabemos que a nossa sociedade aceitará sob cerimonias pomposas, aplausos e beijos o primeiro casal, mas o segundo será execrado e sofrerá toda sorte de preconceitos.

Mas reflita, qual das duas relacões é realmente condenável (se acaso tivessemos o direito de julgar alguém)?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Como Noé pode viver 500 anos?

Tomei a liberdade de postar como tópico separado a explicação de um amigo,  que fez o seguinte comentário:

Como Noé pode viver 500 anos?

"Claro, é uma metáfora. Genesis 5:32 "com a idade de 500 anos Noé gerou Sem, Cam e Jafet".

Nitidamente são 3 reencarnações de Noé, ou seja, o espírito de Noé levou 500 anos para atingir a plenitude espiritual e a partir daí não precisou reencarnar mais após 3 reencarnações suscessivas e por hiatos de tempo material. Podemos supor que ele tenha vivido aproximadamente 40 anos em cada uma delas (expectativa de vida de um ser humano há aproximadamente 4000 anos atrás), isso dá 3x40= 120 anos de efetiva vida material (*nesse plano em que estamos agora) e o restante (*380 anos) são vidas espirituais (*no plano espiritual) entre as reencarnaçãoes sucessivas". 

[Por Hilton Lima]. 

Os pontos marcados por *, foram acrescidos por mim.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Um pouco de história...

Há 2000 anos atrás, a vida era bem diferente da vida que temos hoje, o mundo não era dominado pelo EUA, mas por Roma, um império militar, violento, que enriqueceu às custas de guerras, conquistas territoriais, despojos como ouro e escravos e cujo povo cultuava vários deuses e mantinha uma cultura de ostentação e hierarquia bem definida: Senhores são Senhores, servos são servos. Nesse sentido, os romanos em condição privilegiada eram superiores a quaisquer outros que considerassem abaixo deles, inclusive outros povos e culturas e qualquer intenção contrária a essa seria considerada um sacrilégio aos deuses e uma ofensa mortal a sua moral e costumes.

Antes de seu martírio, Nosso Senhor Jesus, já havia orientado seus discípulos a saírem pelo mundo propagando seus ensinamentos. Com isso, o cristianismo foi ganhando cada vez mais adeptos, pessoas que a princípio resistiam aos ensinamentos, mas que com o tempo começaram a aceitá-lo ardentemente.

Nessa época não havia igrejas como as conhecemos hoje, em Jerusalém, havia o grande templo de Salomão, onde Jesus chegou a orar e ensinar muitas vezes, já em Roma, haviam suntuosos templos a diversos deuses, sendo Júpiter o maior deles (para os gregos, Zeus).

Imaginem naquela época, o impacto causado pelo cristianismo que pouco a pouco foi entrando nos lares romanos, principalmente através dos escravos. Imaginem um Senhor ouvir de seus servos e escravos, que todos “somos irmãos”; que se deve ser humilde;  que se deve amar uns aos outros igualmente, sem distinção de classe social, de cor, de credo; que toda riqueza da terra é nada; que não se deve praticar a violência; que há somente um ÚNICO DEUS; e que Jesus é filho desse único Deus!

Nesse contexto, o cristianismo foi considerado “subversivo”, uma atividade marginal, um crime tão hediondo que deveria ser punido com a morte. Ainda assim, mesmo diante da intolerância romana, o cristianismo continuou avançando mais e mais, porém no início seus seguidores não podiam expor sua crença abertamente, então todos os cristãos  adotaram um código para se identificarem uns aos outros: o sinal da cruz. Todo aquele que declarasse abertamente ser cristão seria condenado à morte, portanto era muito perigoso se expor, mas os cristãos continuavam se reunindo ocultamente sob as “catacumbas” de Roma.

Naquela época era comum enterrarem os mortos em grandes e amplas construções chamadas de catacumbas e praticamente ninguém ia a esses lugares a não ser para enterrar um morto ou para lhe prestar culto. No entanto, entre os cristãos, haviam àqueles cujo coração ainda estava endurecido, pessoas cuja cobiça e intenção em obter favores e privilégios falava mais alto e essas pessoas começaram a freqüentar os cultos nas catacumbas e a delatar os cristãos. Muitos, muitos, muitos foram capturados, aprisionados, torturados e mortos de forma atroz no circo romano, enquanto serviam de divertimento aos patrícios que gritavam extasiados de prazer diante do massacre, das flechas incandescentes, dos ataques dos leões, da fúria dos gladiadores. Esses foram os primeiros mártires do cristianismo, pessoas cuja fé em Jesus era tão firme que não vacilaram mesmo diante das torturas e da morte.

[Recomendo os livros “Há dois mil anos” e “Cinqüenta anos depois”, ditados pelo espírito Emmanuel ao médium Chico Xávier].



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ressurreição X Reencarnação.

Como católica eu sempre acreditei na Ressurreição, mas não na Reencarnação,  já que eu não compreendia verdadeiramente a Bíblia em face do que me era pregado.  A Ressurreição pressupõe voltar a vida terrena no mesmo corpo antes habitado pelo espírito, tal como ocorrido com nosso Senhor Jesus, com Lázzaro e com a filha de Jairo, já a Reencarnação pressupõe voltar a vida terrena em um novo corpo, totalmente diferente do anterior. Em minhas leituras, descobri que a Bíblia, admite as duas hipóteses e não apenas a primeira, conforme sempre acreditei. Jesus mesmo disse: “ouvireis, mas não compreendereis”. Alguém deve estar se dizendo: isso é um absurdo... mas lhe digo: agora leio e agora entendo! Veja, nos Evangelhos temos a passagem sobre a volta de Elias...

[Passagem da Bíblia]
“Perguntaram a Jesus: Por que os escribas dizem que primeiro deve vir Elias? Ele respondeu: Sim, Elias vem; e porá tudo em ordem. E eu vos digo mais: Elias já veio, e não o reconheceram. Pelo contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem será maltratado por eles. Então os discípulos compreenderam que Ele lhes havia falado de João Batista. (Mt. 17:10)].

Ora, Jesus afirmou que Elias, o profeta que havia vivido nove séculos antes Dele, (Séc.IX a.C), já havia vindo e não o reconheceram, pelo contrário, haviam-no maltratado – “fizeram com ele tudo o que quiseram”.

Se Elias veio e Jesus falara que Elias era João Batista, então João Batista, era Elias Reencarnado, mas nesse caso, não poderia ser Elias Ressuscitado, eis que seus restos mortais já haviam sido há muito, consumidos pelo tempo. [Pelo Evangelho segundo o espiritismo].

[Comentário de Hilton Lima]: Há muitas passagens bíbilcas que se encaixam no espiritismo. Desde Genesis até o apocalípse.

Genesis 3:22 "Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente." ESTA É A PRIMEIRA PROVIDÊNCIA DIVINA, A PRIMEIRA ENCARNAÇÃO.

Genesis 3:24 "Expulsou-o; e colocou ao oriente do jardin do Éden, querubins armados de uma espada famejante, para guardar o caminho da árvore da vida" ESTA É A PARTE ONDE A PROVIDÊNCIA SUPERIOR INSTITUIU, SABIAMENTE, OS NÍVEIS DE EVOLUÇÃO ESPIRITUAL E O CAMINHO PARA SE CHEGAR À EVOLUÇÃO PLENA, ONDE NÃO HÁ MAIS A NECESSIDADE DE REENCARNAÇÕES., JÁ QUE O ESPÍRITO SE TORNOU PURO COM SEU TRABALHO, SUAS OBRAS, SEU DISCERNIMENTO, SUA BONDADE, SEU AMOR AO PRÓXIMO. ESTE É O CAMINHO QUE LEVA À LUZ ( Espada famejante ).

Como borboletas...

Hoje pela tarde estava pensando em uma metáfora para ilustrar de forma bem simples a evolução do espírito e como num estalo pensei: o espírito após sair das mãos do Criador é como uma lagarta! Feia, desajeitada, que se arrasta com dificuldades para se mover de um lugar a outro e que pouco tem a oferecer a não ser, comer, comer e sobreviver. Mas aos poucos a lagarta vai se transformando, embora ela mesma não perceba, eis que esta transformação acontece aos poucos, bem lentamente, porém de forma contínua e sem volta. Logo, quando ela menos se dá conta, está envolta numa crisálida, em profunda transformação e ao completar o ciclo, transforma-se em borboleta! Linda, sublime, ela não mais se arrasta, mas voa livremente, não mais sobrevive, mas vive! Creio que assim seja com o nosso espírito! Deus nos podia ter feito perfeitos desde o início se assim o quisesse, mas que mérito teríamos nós se assim fosse? Ele em sua sabedoria nos fez imperfeitos como somos, mas nos dotou da capacidade de evoluirmos sempre e continuamente, sem jamais retroagirmos, a fim de alcançarmos a mesma plenitude que já foi alcançada pelos anjos! Deus não os fez  - anjos - privilegiados a nós, Deus não concede privilégios a uns em detrimento de outros, isso seria injustiça, e todos sabemos que Deus é justo.  Portanto, Ele nos dotou a todos da mesma capacidade a fim de alcançarmos o mesmo estado de plenitude  e as mais altas moradas celestes, a que a grande população chama de paraíso!

[Comentário de Hilton Lima]: "A borboleta está dentro de todos nós. Pode levar 0, 10, 20 , 30, 40, ou até mais de 100 anos para alcançar o amadurecimento necessário à providência superior.Chegamos morimbundos ao mundo experitual, cheios de sentimentos materiais e é preciso algum tempo para que a borboleta aprenda a voar, não é simplesmente sair do casulo e alçar voo. Os casulos que morrem antes de alcançarem o start da transformação são incorporados ao mundo espiritual instantâneamente, pois não tiveram tempo para evoluir. Crianças que morrem no parto, que sofrem acidentes e desencarnam com pouca idade se enquadram nesta parte. Há aqueles estudiosos que acreditam num tempo de encarnação pré-determinado e estas crianças desencarnam cedo para completar seu ciclo evolutivo terreno mas, há controvérsias". 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Um clarão!


Nasci em berço católico no ano de 1.980, em uma cidadezinha do interior de Minas Gerais. Meus pais se casaram ainda bem jovens, mas nos moldes da tradição moral exigida pela sociedade e por aquela época. Além de mim, meus pais tiveram mais três filhos, porém um, morreu antes de nascer. Cresci recebendo educação católica e continuo seguindo meu catolicismo, mas com uma visão diferente e a fé renovada. Lembro-me de ainda criança, ver quadros e imagens que faziam alusão ao martírio vivenciado por nosso Senhor Jesus Cristo, o filho de Deus vivo e, mesmo na infância, me apiedava daquele “homem” retratado nos quadros, sem saber porque lhe impuseram tamanho sofrimento. Eu cresci, me tornei adulta, fiz faculdade e o melhor sentido da vida parecia ser apenas este: nascer, crescer, viver, trabalhar, tentar ser feliz sem fazer mal a ninguém e rogar a Deus que me abrisse as portas do Céu após a minha morte. Quanta ilusão!!! Até pouco mais de um ano, apenas um ano, eu vivia nas sombras desse pensamento - como a maioria das pessoas no mundo – sem me dar conta da imensidão e complexidade do plano de Deus e de sua infinita misericórdia! Tolos somos todos nós por acharmos que basta nos ajoelhar e rezar, rezar, até nossos joelhos sangrarem, sem, no entanto entender e praticar os sagrados ensinamentos de Cristo.
Sinto-me agora, como se tivesse saído das sombras e recebido um clarão luminoso no meu entendimento e é esta mesma luz que quero compartilhar pouco a pouco com você!